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Publicado em
7/2/24 8:48 am

O impacto da Guerra da Rússia no compliance das empresas

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O impacto da Guerra da Rússia no compliance das empresas

Após alguns meses desde o início das tensões entre Rússia e Ucrânia, a guerra ainda não teve um fim, mas o assunto perdeu força entre o noticiário e conversas corporativas cotidianas. O contexto torna cada vez mais real a sensação de que o conflito está distante da nossa realidade.

Geograficamente, a máxima pode ser verdadeira para os brasileiros. No entanto, é fundamental ter clareza do impacto direto da guerra na economia global - mudando, e muito, a forma como se faz negócios para as companhias de atuação internacional.

Reunimos aqui o que você precisa saber sobre o real impacto da guerra entre a Rússia e a Ucrânia nos negócios em todo o mundo, não só apenas a curto prazo, mas nas mudanças corporativas necessárias nos processos de compliance a médio e longo prazo. Confira agora!

A guerra e o compliance

No final do último mês de fevereiro, o presidente da Rússia ordenou a invasão da Ucrânia, dando início a um intenso conflito armado envolvendo os dois países. De lá pra cá, ao mesmo tempo em que crescem os impactos humanitários da guerra, se vê também o aumento de efeitos negativos no cenário econômico mundial.

De acordo com dados da McKinsey, das 281 empresas da Fortune 500 que mantinham operações comerciais na Rússia antes da guerra, cerca de 70% reduziram ou deixaram o país desde o início do conflito com a Ucrânia.

Com a retirada ou redução da atuação de empresas no território russo, o impacto dessas ações acontece em cadeia - atingindo um número crescente de companhias desde fevereiro de 2022.

Segundo dados da Dun & Bradstreet, ao menos 374.000 empresas em todo o mundo dependem de fornecedores russos, sendo mais de 90% sediadas nos Estados Unidos. Da mesma forma, pelo menos 241.000 empresas em todo o mundo dependem de fornecedores ucranianos.

De todas as companhias afetadas, a maior parte se encontra nos Estados Unidos, Canadá, Itália, Austrália, China e Brasil.

Além daquelas que tomaram a decisão de restringirem suas relações comerciais com a Rússia, outras não tiveram sequer a possibilidade de escolha. As sanções vividas pelo país soviético desde o início do confronto bélico impuseram também rápidas mudanças às companhias que mantinham relações comerciais com empresas russas.

Importante lembrar que o impacto é direto quando se tem um fornecedor com atuação no país em conflito armado, afetando o ciclo de produção. No entanto, esta não é a única maneira do cenário de guerra ser motivo de preocupação para as companhias globais.

O risco reputacional precisa ser levado em consideração, na medida em que, ao mesmo tempo que os olhares estão voltados para o conflito, existe a grande expectativa do posicionamento das empresas em relação à guerra.

Mesmo que a definição da companhia seja não se pronunciar a respeito, ela poderá ser julgada por parceiros e clientes por ter relações contratuais com empresas dos países envolvidos no conflito. Não se posicionar também é um posicionamento.

O impacto da guerra no seu negócio

Tendo o compliance como perspectiva para analisar o contexto global desde o início da guerra entre Rússia e Ucrânia já foi possível perceber impactos em companhias mundo afora, não apenas no que diz respeito à cadeia de suprimentos, mas também à reputação corporativa.

A dúvida que permanece é como atuar no momento em que a empresa é impactada por cenários de crise e, principalmente, como uma companhia pode se preparar antes mesmo dos conflitos ocorrerem.

Em relação à Rússia, por exemplo, é interessante considerar que o país já se apresentava como um ponto de atenção para as empresas com compliance estruturado. Isso porque, entre as nações listadas pela ONG global Transparency International, o país tem um dos maiores índices de percepção de corrupção do mundo.

Tendo em mente esse contexto e a certeza de que diversas outras crises irão ocorrer sem que sejam possíveis de se prever, algumas ações podem contribuir para estruturar a empresa para momentos de crise:

  • Tenha um mapeamento de ponta a ponta da sua cadeia de suprimentos, monitorando seus fornecedores diretos;
  • Crie um plano que ação considerando todos os setores e processos internos, independentemente das circunstâncias e eventos inesperados;
  • Monitore continuamente a sua cadeia de suprimentos, incluindo órgãos responsáveis por possíveis sanções nos países de atuação comercial;
  • Identifique fornecedores alternativos para bens urgentemente necessários em regiões de maior risco, considerando o tempo necessário para integrá-los na cadeia de suprimentos;
  • Investir em dados e tecnologia para ser possível o monitoramento da cadeia de suprimentos e da análise de fornecedores ao fechar novos contratos.

Sempre, sem perder de vista, o questionamento: os processos da minha companhia estão em conformidade com o que se espera dela em um cenário de grave crise?

O compliance deixou de ser uma ferramenta jurídica, ganhando ainda mais espaço nas mesas de reuniões e processos corporativos, ao se entender a importância de se estabelecer processos que sejam capazes de blindar o processo produtivo e imagem da companhia.

Ter processos bem definidos permite a rápida resposta da empresa em momentos adversos, reduzindo impactos produtivos, financeiros e de marca.

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