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Publicado em
9/4/24 3:55 pm

3 dicas para uma gestão estratégica de fornecedores

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3 dicas para uma gestão estratégica de fornecedores

Nos últimos anos, desafios não faltaram para o âmbito da logística e, por tabela, para o supply chain. Desde a pandemia de Covid-19, iniciada em 2020, até os eventos climáticos extremos, passando pela guerra no leste europeu e uma inflação global elevada, o mundo conviveu com eventos que prejudicaram a dinâmica das cadeias de suprimentos e exigiram o desenvolvimento de novas práticas para atingir a excelência.

Nesse contexto, a gestão estratégica de fornecedores ocupou um papel de destaque, e segue como uma tendência para os próximos anos.

Para se ter uma ideia do porte dos desafios que pressionam a cadeia de suprimentos, até mesmo gigantes automobilísticas como a General Motors foram afetadas, por exemplo, pelo desabastecimento de componentes eletrônicos.

O problema foi mais agudo entre 2020 e 2022, quando a China, maior produtora desse tipo de material, insistiu em uma política rígida de Covid zero, que levou ao fechamento de fábricas por longos períodos, complicando a cadeia global de eletrônicos.

O impacto foi tão forte que a Chevrolet chegou a paralisar temporariamente a produção de um dos carros mais vendidos do Brasil, o Ônix. Somente em 2024 a companhia conseguiu retomar a entrega do modelo com todos os itens eletrônicos - como o bluetooth - de série.

A partir de um exemplo prático nos deparamos com a dúvida: será possível se preparar verdadeiramente para o futuro, sem saber as possíveis crises que podem atingir nossa operação?

Reunimos aqui um conteúdo completo sobre como estruturar uma gestão estratégica de fornecedores, colocando a empresa sempre um passo à frente. Confira!

O que é a gestão estratégica de fornecedores?

O conceito de gestão de fornecedores fala diretamente sobre a busca e a manutenção de uma rede confiável de fornecedores para manter a cadeia de funcionamento de um negócio. Esses fornecedores podem disponibilizar insumos ou serviços que uma companhia precisa, seja para a produção de um produto ou para a manutenção da estrutura do negócio.

Essa área, por si só, já é extremamente estratégica, uma vez que, fornecedores que não consigam cumprir com as entregas na quantidade e qualidade exigidas podem levar a companhia a oferecer produtos sem qualidade ou até mesmo implicar na paralisação do negócio - como no caso da falta de componentes enfrentada pela Chevrolet do Brasil.

Por isso, a gestão estratégica de fornecedores vai além da celebração de um simples contrato de compra e venda ou de prestação de serviços. Gerir fornecedores estrategicamente significa cuidar da relação entre contratante e contratada, mas ir além.

Grandes empresas podem ter uma lista de fornecedores, que chega à casa das centenas, oriundos de diversas partes do mundo. A gestão estratégica de fornecedores se ocupa de mapear e analisar, continuamente, possíveis distúrbios logísticos, ambientais, econômicos e políticos que podem afetar um fornecedor, permitindo uma movimentação antecipada para evitar perdas e prejuízos.

Além disso, a gestão de fornecedores também tem como objetivo fazer leituras sobre a situação geral das empresas prestadoras de serviço, buscando identificar a saúde da operação e demais movimentos de mercado.

Estratégia para reduzir riscos

Em última análise, a gestão estratégica de fornecedores tem o objetivo de reduzir os riscos à operação de uma empresa. Ao analisar estrategicamente os fornecedores, uma companhia pode escolher aqueles mais preparados para atender às demandas do negócio que favorecem a operação e também a reputação de uma marca.

Dada a grande importância da gestão estratégica de fornecedores, separamos três dicas valiosas para essa área em 2024, confira:

1) Padrão de governança e riscos

Até alguns anos atrás, o fator preço era um dos mais (ou o mais) importante para a contratação de um fornecedor. Mas, essa realidade mudou, assim como o comportamento de compra do consumidor final.

Isso porque a hipótese de um desabastecimento, crise de imagem e reputação e prejuízo financeiro irreversível se tornaram problemas com capacidade para alterar de forma profunda uma marca.

Possuir um padrão bem definido de governança de suprimentos tornou-se imperativo para a redução de riscos. Isso significa que, a partir do momento em que um protocolo ou plano de ação é definido, qualquer atuação fora dele passa a ser uma ameaça à estratégia da empresa.

A governança torna-se, então, um ponto central da estratégia também na gestão de fornecedores, tarefa que deve ser conduzida rigorosamente dentro do padrão determinado.

Isso pode ser um desafio, pois envolve também ajustes na cultura organizacional e adesão de chefias e diferentes setores dentro do negócio - e nos leva ao próximo tópico da nossa lista.

2) Gestão ESG

A sigla ESG deixou de ser novidade e agora já é velha conhecida das equipes de gestão empresarial. Meio ambiente, impacto social e governança são palavras que hoje devem fazer parte do vocabulário de qualquer negócio, uma consequência da mudança radical do comportamento do consumidor nas últimas décadas.

Ter sua marca associada ao regime de trabalho análogo à escravidão, a ações que destroem o meio ambiente ou que prejudiquem a vida de populações são apenas alguns exemplos do que a falta de uma política ESG podem causar a uma marca.

Porém, não adianta uma empresa ter uma premiada política ESG se os fornecedores não seguem a mesma cartilha. Imagine que uma rede de alimentação tem como fornecedor uma fazenda onde os animais são maltratados antes do abate. A associação entre a marca e o fornecedor pode ter consequências desastrosas de reputação e de imagem.

Em casos assim, é importante que as empresas contem com ferramentas que façam análises da conduta ESG dos fornecedores, padronizando e automatizando o processo de gerenciamento de riscos.

3) Resiliência

Uma coisa é certa: as novidades no cenário e os desafios na cadeia global de suprimentos não vão cessar. 

Seja por conta do cenário geopolítico mundial, das questões políticas, econômicas e de infraestrutura locais, ou mesmo pelas mudanças climáticas, é fundamental que os setores de gestão estratégica de fornecedores continuem dispostos a mudar e preparados para aprender.

A inovação continuará a ser a chave que vai permitir às organizações responder às disrupções e mudanças que vão seguir acontecendo continuamente, exigindo correções de rota e o desenvolvimento de novas soluções. A resiliência é um fator que vai diferenciar organizações que vão responder bem às mudanças de cenário.

Além de se manter abertas às mudanças tecnológicas, como a revolução trazida pela inteligência artificial à gestão estratégica de fornecedores, as organizações devem também estimular um ambiente onde as lideranças e demais colaboradores troquem informações e leituras sobre cenários macroeconômicos e geopolíticos, que cada vez mais influenciam de forma direta a cadeia de suprimentos, como vimos nos recentes episódios da pandemia e da guerra no leste europeu.

Ter uma base diversificada de fornecedores pode oferecer respostas frente ao eventual risco de desabastecimento. Além disso, a utilização de tecnologias avançadas, como a inteligência artificial, pode ajudar os times a focar mais na estratégia e menos na burocracia, oferecendo maior agilidade.

Palavras-chave do ano de 2024

A gestão de fornecedores é uma atividade que trata do mundo em movimento. Afinal, cadeia de suprimentos nada mais é do que a movimentação de matérias-primas, produtos e serviços. O que vimos é que, neste ano, algumas palavras-chave que serão tendências nesse negócios são: governança, sustentabilidade e tecnologia.

A capacidade de adaptação desse setor, em meio aos permanentes desafios enfrentados, será um dos elementos centrais para as companhias que desejam performar bem na gestão estratégica de fornecedores.

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