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Publicado em
16/4/24 2:59 pm

ESG: o que ainda compensa fazer?

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ESG: o que ainda compensa fazer?

Se você perdeu a discussão em torno do ESG durante o ano de 2023, é como se tivesse perdido a trilha sonora do ano

A euforia do mercado em torno de um conceito dinâmico e sem manual foi tomando forma e maturando em abordagens pertinentes. Agora, a agenda ESG chega a 2024 ainda mais consolidada e pedindo algumas tomadas de decisão mais assertivas. 

O que mudou no universo ESG? 

Mudanças climáticas em foco, consumidores mais exigentes, regulamentações para deixar claro o que vale e o que não vale no discurso - alcançamos avanços fundamentais para orientar quem está no jogo e oferecer uma direção clara para suas ações.

Considerando que algumas dessas tendências surgem como impulsionadoras cruciais para influenciar o rumo das empresas, que tal traçar um 2024 mergulhando de cabeça no ESG? 

Afinal, quais ações de ESG valem a pena ser adotadas esse ano?

1. Pressão nas áreas de comunicação e marketing para o público

Com o aumento de custo de vida e com os consumidores mais preocupados em onde e como gastam o seu dinheiro, é importante que as empresas demonstrem as suas credenciais ambientais, sociais e de governança.

Durante 2024, as campanhas de marketing devem navegar em alguns contextos mais amplos e difíceis, em uma era em que a tolerância para publicidade é baixa e os consumidores fecham o cerco para empresas que cometem greenwashing - termo utilizado para criticar alegações falsas ou exageradas sobre práticas ambientais.

Um estudo da Kantar, que divulgou o Índice do Setor de Sustentabilidade 2023 ouviu mil pessoas no Brasil, das quais 56% disseram ter parado de adquirir produtos e serviços de empresas que não investem em sustentabilidade ou que impactam o planeta. Mais: 63% disseram procurar marcas com um histórico ativo de ações pró ESG.

De acordo com a pesquisa, muitas empresas estão divulgando informações falsas sobre serem sustentáveis, e mais da metade dos entrevistados acredita que marcas de todas as áreas não estão sendo honestas ao divulgarem suas ações de sustentabilidade.

O levantamento mostrou que quanto mais os consumidores buscam novas soluções sustentáveis, mais encontram situações de greenwashing, apontando uma sistemática falha de comunicação ou falta de ações robustas por trás do discurso. 

A colaboração estreita entre a equipe de sustentabilidade com as equipes de comunicação e marketing será essencial para garantir que as mensagens ambientais estejam alinhadas com os novos requisitos do mercado.

2. Gestão da cadeia de suprimentos sustentável com destaque para as emissões de escopo 3 

As metas de neutralidade de carbono precisam ser perseguidas em toda a cadeia de valor, desde a produção de matérias-primas até o uso final do produto pelo consumidor. Para muitas empresas, as emissões de escopo 3 representam mais de 70% da pegada de carbono, muitas vezes chegando até 90%. 

Emissões de escopo 3 são aquelas indiretas, ligadas às operações da companhia, como matéria-prima adquirida, viagens de negócios e deslocamento dos colaboradores, descartes de resíduos, transporte e distribuição. Muitas vezes, são as mais desafiadoras de serem controladas, já que estão fora do controle direto da empresa.

O ano de 2024 chega com o entendimento que as empresas não podem mais ignorá-las. Inclusive, certos standards e certificações exigidas pelo setor financeiro requerem que as empresas relatem o escopo 3. 

Diante da complexidade da tarefa, a implementação de sistemas inteligentes de rastreabilidade e monitoramento tem sido uma das maiores aliadas atualmente para garantir a transparência da origem de produtos e matérias-primas, bem como das condições de trabalho e práticas ambientais de fornecedores.

3. Envolvimento de colaboradores

Ouvir as vozes dos funcionários, compreender as expectativas dos clientes e considerar as necessidades das comunidades onde operam são elementos cada vez mais críticos para construir uma abordagem de responsabilidade corporativa sólida e autêntica.

Se muitas organizações não sabem por onde começar ou direcionar seus esforços ESG, procurar ativamente feedbacks e perspectivas garante que as estratégias estejam alinhadas a interesses mais amplos, podendo gerar também inovação e novas ideias, impulsionando a empresa para práticas mais sustentáveis e socialmente responsáveis.

Nesse sentido, o foco no bem-estar dos colaboradores tem destaque nas prioridades do mercado, que viu as relações de trabalho mudarem significativamente nos últimos anos. Promover saúde física, mental e bem-estar social tornou-se crucial para o desenvolvimento sustentável das empresas.

4. Melhores práticas corporativas na divulgação de dados ESG

Para o desenrolar de 2024, podemos esperar a entrada em vigor de regulamentações e exigências de relatórios mais rigorosos, obrigando as empresas a fornecer informações ESG mais abrangentes e padronizadas.

A CSRD ou Diretiva de Relatórios de Sustentabilidade Corporativa é uma das bases do Pacto Ecológico Europeu, nova lei da União Europeia que regulamenta os requisitos para a elaboração de relatórios de sustentabilidade. Apesar de ter uma ação local específica, o mundo inteiro já se prepara para suas implicações em negócios globalmente.

Dessa forma, as empresas não só precisam garantir sua conformidade com os requisitos de divulgação, mas também precisam estabelecer processos internos capazes de coletar, verificar e apresentar dados de forma eficaz, um desafio complexo que pode até mesmo evitar possíveis sanções e riscos reputacionais.

Além disso, as empresas que se destacam na divulgação ESG podem ter acesso a financiamentos mais favoráveis e custos de capital reduzidos.

Estruturas padronizadas de relatórios ESG, como a Global Reporting Initiative (GRI) e o Sustainability Accounting Standards Board (SASB), estão ganhando força como padrões do setor. Estas estruturas fornecem diretrizes e métricas para as empresas reportarem o seu desempenho de forma mais fácil para serem comparadas.

5. Integração entre finanças e sustentabilidade

A sustentabilidade vista antes como uma tendência, deverá se integrar mais profundamente ao núcleo financeiro das empresas, tendo papel direto nas suas estratégias financeiras e decisões de investimento. Finanças e sustentabilidade não podem mais operar de forma independente

As empresas já devem ter atingido a maturidade de entender que sustentabilidade e saúde financeira não se excluem, mas sim se entrelaçam essencialmente. Os líderes financeiros devem trabalhar em estreita colaboração com as equipes de sustentabilidade para assegurar que os relatórios financeiros capturem de forma precisa as oportunidades e riscos ligados às práticas sustentáveis.

As métricas financeiras tradicionais estão sendo complementadas por métricas ESG, como retorno sobre investimento sustentável (SROI), custo de carbono, entre outras. 

E assim, as métricas de sustentabilidade estão sendo incorporadas à análise de risco, avaliação de ativos e outras decisões financeiras importantes, em uma visão financeira mais holística e robusta, que reflete a realidade complexa e multifacetada do mundo corporativo atual. 

As empresas que adotarem essa profundidade de integração estarão se posicionando para uma maior competitividade e longevidade no mercado.

6. Abordagens baseadas em tecnologia e dados para análise ESG

A integração da tecnologia e da análise de dados vem desempenhando um papel crucial na melhoria dos relatórios e da transparência ESG. Plataformas digitais inteligentes estão cada vez mais sendo implementadas para codificar os processos ESG, transformando-os em informação relevante e permitindo a divulgação de dados eficazmente. 

Estas soluções não só facilitam a recolha e análise de dados ESG, mas também melhoram a comunicação entre empresas, fornecedores e investidores, permitindo um melhor envolvimento e colaboração entre eles.

Ferramentas completas ainda ajudam na identificação de padrões, tendências e insights relevantes para o desempenho ESG da empresa, não só tornando mais eficiente a coleta e análise de informações ESG, mas também revelando oportunidades e evidenciando riscos.

7. Avaliação contínua de riscos ESG

Com as regulamentações e os consumidores cada vez mais implacáveis na cobrança da agenda ESG, um cenário de incertezas no mercado global, instabilidade política e eclosão de desastres climáticos pelo planeta, 2024 chega com a certeza que as empresas precisarão ter cada vez mais compreensão de seu impacto no mundo e do impacto do mundo no seu negócio.

A avaliação contínua de riscos ESG envolve um monitoramento constante das atividades da empresa e de sua cadeia de fornecimento para identificar mudanças ou novos riscos que possam surgir ao longo do tempo. 

Comunicar abertamente sobre os riscos identificados, além de lidar com eles de forma transparente e eficaz é crucial para a construção de confiança com investidores, clientes e outros stakeholders que o mercado exigirá em 2024.

Não apenas como uma resposta às pressões externas, mas como uma estratégia proativa para garantir resiliência e sustentabilidade a longo prazo da empresa, será essencial compreender tendências e projeções se desenhando, preparando a empresa para cenários futuros.

2024 promete ser um ano importante para a agenda ESG. Um novo ciclo já chegou e o conceito caminha rumo a uma nova era de maior fortalecimento regulamentar, pressão por transparência e maturidade de ações concretas, pautadas principalmente na tecnologia e inovação.

E essas são sete práticas assertivas para surfar na nova onda que surge no horizonte de 2024.

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