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Publicado em
12/1/24 1:03 pm

Open banking e a tendência de compartilhamento de dados

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Open banking e a tendência de compartilhamento de dados

É bastante provável que você já tenha se deparado com o termo Open Banking nos últimos meses, período em que o projeto avançou por suas principais fases de implementação no Brasil. Seguindo processos já existentes em diversos outros países como Alemanha, Inglaterra e Austrália.

Aos consumidores, os impactos do compartilhamento de dados financeiros entre instituições do setor são enormes e a expectativa é grande entre os brasileiros.

De acordo com informações de uma pesquisa realizada no último ano, 65% dos brasileiros questionados durante o levantamento estão dispostos a compartilhar seus dados para obter melhores taxas e financiamentos bancários.

Mas, em uma análise mais profunda, ao falarmos de Open Banking é necessário entender que a tendência de compartilhamento de dados vai muito além do mercado financeiro. O chamado Open Everything já é tido como realidade e promete impactar diretamente as empresas atuais, além de criar uma avenida de oportunidades para disrupções e novos negócios.

Quer entender de que forma é possível se preparar para encarar os desafios e aproveitar as oportunidades neste contexto?

Confira agora o que você precisa saber sobre o Open Banking e o compartilhamento de dados como tendência corporativa!

O que é Open Banking?

Como uma iniciativa regulamentada pelo Banco Central do Brasil (Bacen), o Open Banking implementa no país o conceito de sistema financeiro aberto. Dividido em quatro fases, o projeto teve início em fevereiro de 2021 e chega a sua última etapa neste mês de junho.

O novo modelo de sistema financeiro inclui tanto pessoas físicas como jurídicas, com o objetivo de entregar soluções personalizadas aos brasileiros, de forma prática/digital através do compartilhamento de dados entre instituições do mercado.

A proposta é colocar o consumidor no centro, com dados compartilhados entre bancos, seguradoras e outras instituições parceiras do projeto para benefício do cliente através da gestão e análise das informações.

De forma prática, quem, por exemplo, possuir contas em mais de um banco entre os parceiros do Open Banking poderá ver todas as suas informações em um único local - em um processo totalmente digital. Lembrando que, segundo pesquisas do setor, o brasileiro tem, em média, 3,5 contas bancárias simultâneas.

Outro exemplo de prática implementada na última fase do sistema financeiro aberto foi a possibilidade de empresas varejistas realizarem os pagamentos digitais dentro de seu próprio aplicativo - sem que seja necessário que o consumidor acesse o app do banco para tal.

Importante lembrar ainda que o Open Finance segue todos os critérios estabelecidos pela Lei Geral de Proteção  de Dados (LGPD), para controle do compartilhamento desses dados transacionados.

Entre as premissas estabelecidas pela LGPD que também serão compromissos do Open Banking estão:

  • Autorização: o cliente deve solicitar ou autorizar formalmente o compartilhamento de seus dados financeiros;
  • Consentimento: a autorização de compartilhamento de dados deve deixar clara ao cliente qual é a sua finalidade, ou seja, para qual produto ou serviço ela se refere;
  • Clareza: a empresa deve prestar aos clientes informações claras, objetivas e adequadas sobre o compartilhamento para o melhor entendimento e transparência de todo o processo.

Open Everything e o impactos nas empresas

Agora, falar sobre Open Banking é falar diretamente sobre gestão de dados. A implementação de um sistema financeiro aberto escancara uma verdade cada vez mais clara em todos os âmbitos corporativos: dados colocados como principal ativo de toda empresa, acima até mesmo de seus recursos financeiros.

Open Health, Open Energy e até mesmo Open Streaming são conceitos que acompanham a tendência de compartilhamento e gestão de dados para alimentar a relação entre as empresas e seu público-alvo, em diferentes contextos e segmentos de mercado.

O Open Everything defende deixar a concorrência de lado para que todos os dados sejam compartilhados para um benefício maior: que todos compreendam melhor o consumidor final e entreguem as soluções que cada um deles espera.

Ao mesmo tempo em que promete favorecer as pessoas físicas enquanto clientes, o conceito torna ainda mais acirrada a briga pela conversão em vendas.

Como, então, se preparar para um cenário de dados abertos?

Em um contexto de compartilhamento e reforço sobre a importância dos dados para acelerar os resultados de negócios dos mais diferentes nichos e portes, saem na frente aquelas que já possuem uma cultura voltada à gestão de informação. Ter em mãos dados que vão suportar uma decisão assertiva - em um fluxo já estabelecido entre os stakeholders - garante melhores resultados, evita conflitos, economiza recursos e protege a marca.

É importante sempre lembrar que dados não são sinônimo de informação. Isso quer dizer que não basta reunir uma infinidade de planilhas, históricos e dados desconexos, sem que haja uma verdadeira gestão para transformar em informações de valor.

Outro ponto crucial a ser considerado é a velocidade de estruturação e acesso aos dados. E é, principalmente, neste ponto em que entra a tecnologia.

Com o ritmo acelerado imposto pela Transformação Digital e comportamento do consumidor, reagir rapidamente às tendências, prever movimentos corporativos e garantir uma visão estratégica do mercado só é possível aplicando o melhor da tecnologia para possibilitar a leitura e cruzamento de dados para uma tomada de decisão assertiva.

Por fim, mas nunca menos importante, é necessário que se garanta uma organização de dados que gerem insights de forma rápida, mas sempre com o pilar de segurança acima de tudo. Na tratativa de dados internos e externos, ter a certeza de que as informações estão seguras vai manter a credibilidade da companhia junto a seus clientes - assim como proteger de implicações jurídicas de um possível vazamento.

Nesse sentido, a CIAL Dun & Bradstreet busca oferecer ao mercado as melhores soluções, com o maior banco de dados corporativos do mundo, garantidos pelas certificações mundialmente reconhecidas. A companhia possui o certificado SOC 2 Tipo I e está trabalhando para conquistar SOC 2 Tipo II e ISO 27000, tudo isso para garantir segurança e confiabilidade a cada cliente.  

Agora que você já entende mais profundamente sobre a implementação do Open Banking em um contexto de compartilhamento geral de dados, sugerimos que entenda também de que forma o Business Decisioning pode favorecer a maturidade corporativa na gestão de dados para a tomada de decisão.

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