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Publicado em
24/6/25 3:26 pm

Estender crédito: navegando pela incerteza econômica

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Mulher usando o computador e lendo sobre estender crédito em tempos de crise.

Autor: Solomon Abudarham | Líder para Trade and Partnership Development

Após a declaração de pandemia em março de 2020 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a situação submergiu governos, empresas e mercados em incerteza. Isso gerou uma ruptura nas expectativas financeiras e forçou empresas e economias ao redor do mundo a buscar maneiras de se adaptar. Depois de sete meses, a confiança do consumidor permanece expectante perante medidas e políticas de reativação.  

Contudo, apesar de uma subsequente reativação econômica, a América Latina e o Caribe estão entre as regiões mais afetadas. Nas palavras do Dr. Arun Singh, Global Chief Economist da Dun & Bradstreet: “A região está atrasada em relação a outras apesar dos sinais de recuperação gradual do Brasil e do México desde o ponto mais baixo do impacto causado pelo Coronavírus no segundo semestre. Haverá uma aceleração desigual da atividade econômica na região ao final do ano de 2020 dada a redução drástica do comércio, investimentos e remessas.”

Fonte: Banco Mundial

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Com o impacto ainda evoluindo, há fatores de risco a serem considerados, que podem ser fundamentais para o desenvolvimento ou desgaste de uma empresa durante a crise mundial que estamos vivenciando. A retomada de fechamentos forçados e os persistentes casos de COVID-19 prolongam ainda mais a recuperação e estendem a recessão econômica regional e global. Somado a tudo isso, a nova onda de contágio na Europa faz os mercados requeiram uma nova rodada de bloqueios de comércio e movimentos no continente. Além disso, o aumento do índice de inadimplência para títulos lastreados na América do Norte pode causar falências e consequências a médio e longo prazo para investidores multinacionais.  

Diante de um cenário como este, o crédito se tornou uma ferramenta ideal para empresas atenderem suas demandas de serviços e enfrentar desafios atuais e futuro nos tempos da COVID-19. A precisão dos valores a conceder, prazos e conhecimento detalhado da entidade, devem ser profundamente analisados para que esta opção cumpra a sua função e permita resolver os contratempos a médio prazo.  

Em 2019, o crédito na América Latina se mostrou uma possibilidade dinâmica, apresentando um desempenho positivo apesar do baixo crescimento econômico geral na região. Esse dinamismo ajudou o comércio internacional e o investimento privado, tanto local quanto externo. A Federação Latino-americana de Bancos (Felaban) considerou que suas entidades na região demonstraram uma tendência resiliente à adaptação a condições adversas, além de manterem bons indicadores de lucratividade a nível internacional. Tudo isso independentemente de períodos de baixo crescimento econômico e que os empresários tenham uma postura mais cautelosa com seus investimentos.

Embora o surgimento da COVID-19 tenha mudado o cenário global, o crédito permanece sendo uma opção tangível para lidar com o declínio nas porcentagens e fluxos em cadeias de suprimentos. Empresas em todos os setores precisaram desenvolver estratégias extraordinárias, incluindo o gerenciamento decisivo de crédito a clientes, como em alguns casos no campo de transportes.

A respeito disso, o diretor geral da TDR Soluciones Logísticas comentou que eles tiveram a necessidade de estabelecer um comitê de gestão de crise, encarregado de traçar as estratégias para cuidar do caixa, isso para deixar a empresa “respirar” e gerar mais confiança nas pessoas com uma empresa “financeiramente saudável”. Medidas como a cautela durante o processo de conceder crédito, analisar e conhecer detalhadamente seu fundo de cobranças, e manter um diálogo honesto com clientes e fornecedores sobre expectativas, capacidades e datas específicas de pagamento, são a coluna do crédito como uma alternativa.

Após a OMS declarar a pandemia em março, incerteza afundou governos, empresas e mercados. Isso fez com que a confiança do consumidor permanecesse hesitante e expectante. Diante disso, e de uma ativação econômica desigual na América Latina durante 2020, o crédito torna-se uma ferramenta ideal para empresas continuarem atendendo suas demandas e enfrentarem desafios atuais e futuros. Essa possibilidade se mostrou uma opção dinâmica na América Latina durante 2020 apesar do baixo crescimento econômico.  

Fonte: Organização Mundial do Trabalho  

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Que medidas as empresas tiveram que tomar para reduzir os riscos? Muitas criaram diferentes estratégias como comitês de gestão de crise, fizeram revisões exaustivas dos fundos de cobrança e análises detalhadas para estender crédito. Incorporar balanço de riscos adequado, estabelecer limites de crédito precisos e monitorar o risco da carteira de cada área. Na CIAL Dun & Bradstreet, trabalhamos em soluções alinhadas às necessidades mais prementes das empresas, como o CIAL 360 Credit, que pode ajudar a automatizar as decisões de crédito com base nas informações mais atualizadas e confiáveis.

Estender crédito de baixo risco

A nova realidade econômica tem gerado medidas mais ativas para mitigar os riscos de crédito nas cadeias de suprimentos de cada empresa. Algumas das opções a serem consideradas são:

  • Incorporar um balanço apropriado de riscos: um período prolongado de prosperidade econômica e falências mínimas podem ter influenciado o foco da política de crédito no dia a dia, permitindo mais risco na carteira do que seria prudente em um ambiente de crescimento lento ou economia recessiva. Para reavaliar a política de crédito de uma empresa é necessário recalibrar o perfil de risco da carteira de clientes novos e existentes.
  • Estabelecer limites de crédito adequados: Esta oportunidade deve ser aproveitada para realinhar os limites de crédito e aprender sobre a exposição de crédito que você tem para toda a hierarquia corporativa global desse cliente. Da mesma forma, é aconselhável ajustar os limites de crédito (aumentando ou diminuindo-os) de acordo com a avaliação do risco individual do cliente.
  • Estabelecer os termos apropriados: Avaliar o risco potencial de cada nova oportunidade ou renovação de cliente ajudará a realinhar os termos de crédito com base na probabilidade de o cliente pagar no prazo e dentro desses termos.
  • Monitoramento de risco de portfólio: Talvez mais urgentemente, considere a implementação de monitoramento de risco de crédito para toda a carteira global para identificar pontos fracos que podem levar a perdas com dívidas incobráveis ou falências potenciais.

Dada a nova conjuntura econômica que atravessa a região e todo o mundo, o mais adequado é ter as informações relevantes e tomar as melhores decisões com uma postura proativa que permita antecipar riscos, entender oportunidades e fazer do crédito uma possibilidade para cadeias de suprimentos de uma empresa para seguir seus ciclos.

A nossa base de 60 milhões de dados de empresas na América Latina, nos permite entregar a você materiais ricos e atualizados sobre o mercado

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