As novas regras dos negócios globais: como transformar risco em vantagem competitiva
No décimo episódio do CIAL Insights, reunimos executivos acostumados a transformar cenário global em decisões de negócio para discutir um intervalo que o mercado muitas vezes subestima: o tempo entre o primeiro sinal e a confirmação de uma mudança.
Em 24 de junho, quando o relatório Global Economic Outlook Q3 2026, da Dun & Bradstreet foi finalizado, o Brent estava em US$ 74 e o mercado já começava a celebrar o fim do choque. Seis semanas depois, o petróleo voltou a se aproximar dos US$ 80.
A partir desse cenário, conversamos com executivos da Comexport e da Atlas Inovações sobre o que muda quando uma empresa deixa de reagir às manchetes e passa a tomar decisões com base nos sinais que realmente confirmam uma tendência. Porque, em um ambiente de alta volatilidade, não basta identificar o sinal. O que pode definir o resultado é o tempo entre perceber a mudança e tomar a decisão.



O que esperar deste episódio do CIAL Insights?

Visibilidade virou vantagem competitiva
Quando o Estreito de Ormuz travou, portos sauditas no Mar Vermelho absorveram cerca de metade da exportação perdida no Golfo Pérsico em semanas. A diferença entre reagir em semanas e levar trimestres foi ter a alternativa mapeada antes de precisar dela.
A armadilha do sinal
O mercado reprecifica petróleo em dias. Contrato de fornecimento, apólice de seguro marítimo, janela de atracação, giro de estoque e crédito levam meses. Por que decidir pela manchete é o erro mais caro do trimestre.

Resiliência custa capital
O modelo operacional mais seguro pode ser também o mais intensivo em capital. Com a Selic em 14%, estoque maior e fornecedor duplicado reduzem risco e consomem caixa. Como separar corte de gordura de corte de proteção.
Conheça os especialistas

Pedro Maciel
Pedro construiu carreira na interseção entre operação, produto e dados. Liderar produto na América Latina e responder pela operação no Brasil o coloca em uma posição específica: ele vê o que os clientes pedem antes de o mercado nomear a tendência. Nos últimos dois anos, esse pedido mudou de natureza, saiu de "qual é o meu risco hoje" para "onde esse risco aparece primeiro no meu balanço".

Rodrigo Guerra
Rodrigo é CFO da Comexport, a maior trading company brasileira. Estrategista por formação e por prática, tem relação próxima com tecnologia e inovação aplicadas à gestão financeira. No comando das finanças de uma operação que depende de comércio exterior, câmbio, logística internacional e ciclo de capital de giro, ocupa o ponto exato em que o cenário global vira número no balanço.

Rogério Cantarino
Administrador com especialização em Empreendedorismo e Inovação, Rogério começou a carreira em consultoria de custos e passou por grandes organizações. Hoje é CEO da Atlas Inovações, que apoia áreas de Compras na gestão de serviços terceirizados, da negociação com base técnica à geração de saving, com tecnologia aplicada a should cost, performance de contratos e gestão de terceiros. É a visão de quem precisa transformar custo de serviço em número defensável.
O episódio #10 do CIAL Insights parte do Global Economic Outlook do terceiro trimestre de 2026, da Dun & Bradstreet, e reúne executivos que traduzem cenário global em decisão de compra, de crédito e de caixa no dia a dia.
Assista ao episódio e acesse gratuitamente os principais pontos da conversa para fortalecer sua estratégia de gestão de risco e de cadeia de fornecimento.